Já perdi as contas de quantas vezes já tentei escrever este texto. Até que me dei conta que eu não sou uma pessoa de palavra e que não podia simplesmente escrever coisas prometendo melhorar. O mundo precisa de menos falsidade.

Neste ano eu perdi completamente a minha identidade. Minha essência. Até agora não sei quem sou nem o que devo fazer. Passei uma década afirmando que seria médica, por exemplo, mas agora não me vejo com vocação para nada. Por isso não consigo ajudar mais ninguém com os meus textinhos hipócritas sobre comportamento.

Quero que esse ano fique conhecido para mim como "O Ano das Perseguições".

Nunca minha mente me traiu tanto, fazendo com que eu me sentisse culpada por coisas que eu nem mesmo nunca pensei em fazer. Por causa dela eu já não consigo separar minhas fantasias da realidade. Não sei se tudo o que eu vejo e ouço é real.

Eu nunca me senti tão horrível em todas as áreas da minha vida. Nunca senti tanta falta dos anos anteriores em que eu também reclamava muito, porém é claro que aquelas situações nem se comparam com o agora.

Acredita que tudo isso começou porque eu decidi dar a minha vida para outra pessoa? É isso o que acontece quando a gente quer cuidar demais. Eu mudei para que essa pessoa se sentisse bem o tempo todo, mas ela não soube ser grata.

Não dá mais para confiar em pessoas que nas redondezas vivem. Não dá mais para ficar saindo de casa. Escola é literalmente só para estudar. Não dá mais para ter redes sociais, porque nelas eu não sou a mesma.

De uma coisa eu me orgulho, ter parado de acreditar que algo maior existe. É melhor acreditar que se está sozinho, do que acreditar que há algo, o puro amor, e que esse amor não demonstra nem mesmo saber da sua existência.

O ser humano é podre. Todos somos podres a ponto de perdemos nossos tempos prestando atenção na vida uns dos outros, fazendo de tudo para derrubar aquele que parece nos superar. Bando de crianças encrenqueiras.

A única solução é tentar me virar do avesso.


Hey! Estou aqui começando este post super empolgada porque tem muito tempo que eu não tiro fotos!!!!

O look de hoje é um pouco chamativo, confesso. Entretanto, juro que o valor de todas as peças dá num total não tão caro... 😄


Acredita que em dezessete anos de vida eu nunca tinha feito uma trilha? Felizmente essa falta de experiência não continua mais em meu roteiro de vida!

Minha primeira trilha foi incrível! Foi no dia 10 de Junho, em Formosa (Goiás), e as companhias do dia tornaram tudo ainda melhor! Além de mim e da minha mãe, foram também uma amiga dela de juventude, Rai, e seu filho, Vinícius.

Juro que minha intenção era começar este texto narrando sobre "As desvantagens de ser invisível", mas resolvi procurar, analisar e escrever sobre uma outra parte da minha vida que me define praticamente por completo.

Minha vida não é ruim. Muito pelo contrário. Mas como qualquer outra pessoa, estou em processo de evolução e ainda há inúmeras coisas que desejo melhorar em mim. E, dentre essas coisas, tem algo que tem me prendido por uns três anos, originado de traumas ainda não superados.

É difícil conversar com velhos colegas como se estivesse bem falando com eles, porém, no fundo existem mágoas que talvez eles nem imaginam que tenham deixado em mim. É difícil ter que olhar para trás e me arrepender de ter tomado todas as decisões que me trouxeram para cá, há quatro anos.

Ver minha ex melhor amiga extremamente feliz, com uma outra garota que agora é a sua melhor amiga. Ou todos os meus ex amigos saindo várias e várias vezes juntos. Coisa que nunca fizeram comigo  e que nem querem fazer, por sinal.

Quando eu digo: "Que lindo!", "Fico feliz por você!", por dentro estou gritando. Não porque desejo o mal das pessoas que estão salvas na lista de contatos do meu celular. É que eu queria estar ali, fazer parte daquilo, estar naquelas fotos...

Como diz aquele ditado: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade", tanto profetizaram na minha vida que se tornou realidade! Brincadeiras à parte, o fato é, tentei ignorar isso por muito tempo, mas estou ficando doente sendo desonesta comigo mesma. 

Eu não tenho amigos, apenas colegas. Isso porque eu mesma faço questão de não ter. Eu os afasto.

É assim que lido com todas as pessoas. Fazendo questão de mostrar que só quero aquilo ali, naquele momento. Tanto com os garotos pretensos que passam pela minha vida, quanto com professoras de cursinhos, por exemplo, com medo de que me decepcionem. De me usarem e depois agirem como se eu não tivesse feito diferença alguma em suas vidas. Entretanto, sou eu quem mais anda decepcionando por aí os que me querem bem.

Garota estúpida que reclama das próprias atitudes.

Será que dá pra recomeçar novamente, ou é capaz de eu ficar até mesmo sem os colegas desta vez?

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