Eu já pensei em desistir inúmeras vezes. Mas agora é diferente. Acho que é a primeira vez, em uma situação extrema como esta, que eu não posso, nem quero, fugir de absolutamente tudo. Porque eu não consigo me permitir fracassar desse jeito. É como se algo em mim dissesse: "Tudo vai passar", por mais que eu não consiga mais ver como tudo isso pode acabar assim, do nada.

Acho engaçado em como as pessoas deixam-se manipular tão facilmente. Elas me tratam como se eu fosse frágil como um bebê, mas eu com certeza não tenho um mental tão vazio e ignorante a ponto de me entregar a uma causa como esta, para destruir a vida de alguém que nem ao menos conhecem.

Eles acham que sabem demais, e é verdade. O que não é verdade é o que eles sabem. Nada do que fazem faz sentido, mas toda essa persistência maligna acaba comigo. Algo em mim quer gritar, botar pra fora todo o ódio que eu sinto do ódio deles. Porém, não consigo encontrar uma maneira certa de fazer isso.

Por mais que eu não tivesse coragem de fazer o mesmo, não consigo me sentir diferente. Não consigo ver tamanha diferença entre mim e esses outros seres humanos tão tolos. Talvez a diferença excepcional é que, quando decido avistar um, não julgo pela aparência. Nesse caso, está difícil encontrar um que apresente um caráter digno de respeito. Do meu respeito.

E, por mais que eu me sinta mal com tudo que sou obrigada a ouvir, não consigo parar de ter certeza de que tenho um valor muito grande. Um valor maior do que o deles. Eu... só estou fraca, só isso. Sei que quando tudo acabar, vou estar mais forte do que nunca. Mas, quando vai acabar? Até quando terei de deixar de fazer todas as coisas que amo? Como ter paz, por exemplo.

Acho incrível em como a minha consciência pesa agora, me lembrando de todas as vezes que eu reclamei. Em como todos os problemas que eu tive pareciam insuportáveis na época. Nenhum se compara a este. Contudo é nele que eu estou aprendendo a jogar a vida com mais paciência.

Concluindo, me esconder está tornando a situação cada vez mais difícil, para eles.


Hey! Estou aqui começando este post super empolgada porque tem muito tempo que eu não tiro fotos!!!!

O look de hoje é um pouco chamativo, confesso. Entretanto, juro que o valor de todas as peças dá num total não tão caro... 😄


Acredita que em dezessete anos de vida eu nunca tinha feito uma trilha? Felizmente essa falta de experiência não continua mais em meu roteiro de vida!

Minha primeira trilha foi incrível! Foi no dia 10 de Junho, em Formosa (Goiás), e as companhias do dia tornaram tudo ainda melhor! Além de mim e da minha mãe, foram também uma amiga dela de juventude, Rai, e seu filho, Vinícius.

Juro que minha intenção era começar este texto narrando sobre "As desvantagens de ser invisível", mas resolvi procurar, analisar e escrever sobre uma outra parte da minha vida que me define praticamente por completo.

Minha vida não é ruim. Muito pelo contrário. Mas como qualquer outra pessoa, estou em processo de evolução e ainda há inúmeras coisas que desejo melhorar em mim. E, dentre essas coisas, tem algo que tem me prendido por uns três anos, originado de traumas ainda não superados.

É difícil conversar com velhos colegas como se estivesse bem falando com eles, porém, no fundo existem mágoas que talvez eles nem imaginam que tenham deixado em mim. É difícil ter que olhar para trás e me arrepender de ter tomado todas as decisões que me trouxeram para cá, há quatro anos.

Ver minha ex melhor amiga extremamente feliz, com uma outra garota que agora é a sua melhor amiga. Ou todos os meus ex amigos saindo várias e várias vezes juntos. Coisa que nunca fizeram comigo  e que nem querem fazer, por sinal.

Quando eu digo: "Que lindo!", "Fico feliz por você!", por dentro estou gritando. Não porque desejo o mal das pessoas que estão salvas na lista de contatos do meu celular. É que eu queria estar ali, fazer parte daquilo, estar naquelas fotos...

Como diz aquele ditado: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade", tanto profetizaram na minha vida que se tornou realidade! Brincadeiras à parte, o fato é, tentei ignorar isso por muito tempo, mas estou ficando doente sendo desonesta comigo mesma. 

Eu não tenho amigos, apenas colegas. Isso porque eu mesma faço questão de não ter. Eu os afasto.

É assim que lido com todas as pessoas. Fazendo questão de mostrar que só quero aquilo ali, naquele momento. Tanto com os garotos pretensos que passam pela minha vida, quanto com professoras de cursinhos, por exemplo, com medo de que me decepcionem. De me usarem e depois agirem como se eu não tivesse feito diferença alguma em suas vidas. Entretanto, sou eu quem mais anda decepcionando por aí os que me querem bem.

Garota estúpida que reclama das próprias atitudes.

Será que dá pra recomeçar novamente, ou é capaz de eu ficar até mesmo sem os colegas desta vez?

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